quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
voltar
Afaga à faca meus olhos
Por um beijo lacrimal
O lugar é um desesperado infectar de instantes
Trajes infantes colocados a perder
Um momento fora o bastante, embora anseie repetir o antes
O que foi morreu em ser
Um hiato de tanto tempo pode formar duas palavras
Quando parte em duas toadas
desiguais
As ruínas ardem por um reencontro delirante
O gosto escapa torturante
Inútil a busca espacial
Um silêncio fumegante;
Um silêncio de tanto tempo pode ser fatal
terça-feira, 25 de novembro de 2008
clássico dos híbridos
essa é uma referência à hibridação;
e esse é o assunto do meu momento cerebral.
{também é uma homenagem ao meu querido amigo Jimmy Adja}
para saber mais sobre hibridação:
García Canclini. Néstor. 1992. Culturas Híbridas. Estrategias para entrar y salir de la modernidad. Buenos Aires: Sudamericana. Pág. 191-327.
ARCHETTI, EDUARDO. “Hibridación” In Masculinidades. Fútbol, tango y polo en
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
metonímias e sinédoques
-
- Rita, que vês?
- (…) metonímias e sinédoques.
- precisamente?
- (...) algo. híbrida de carne e osso.
- Fast-pop-image nas alturas!
- Glória a Blog, senhor!
- Palavra de Orkut!
- Graças à Net!
{foto: Júlio Paiva ; Edição: Raquel Queiroz ; diálogo: Ruth e Raquel}
domingo, 9 de novembro de 2008
funk da estranha
funk da estranha (mais uma criaçao ou invenção ou desatino de Rita)
Porque é uma farsa / É uma ficção / Esse bom tratamento / É uma convenção
Palavras educadas / Palavras como ‘dom’ / Palavras expressadas/ Obrigam ‘contra-dom’
Parece espontâneo / Parece natural / Mas tudo é coordenado / Para passar igual
Meninas bonitinhas / Usando o usual / Meninas boazinhas / Escondem bem seu mal
Hécate Hécate / Hécate Hécate
Tum tum tum tum tum
Vai sorriso / Vai abraço / Vai beijinho / Vai pedaço (bis)
menina estranha / difícil de entender / gosta de confundir / quem tenta lhe prever
menina malvada/ porque gosta de ser / desconsertar o jogo / desconcertar você (bis)
Vai estranha / Vai malvada / Vai distante / Vai calada (bis x7)
referência bibliográfica
MAUSS, Marcel. 1991 [1923-24]: “Ensayo sobre el don” in Sociología y Antropología. Ed. Tecnos, Madrid.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
de pensar morre uma galinha {ou 1979}
É dinâmico, esporádico, me passa, me escapa: os tais códigos sociais! Os tais choques cerebrais: tenho engrenado demasiado todos os raciocínios lógicos brasileiros, lógicos estrangeiros, lógicos argentinos e (...) PERSÉPOLIS! deslumbrada e pérsica: tão Marjane, trago Tigre e Eufrates; trago os limites, todos de existência, todos de ciências – políticas, antropológicas, sociológicas, históricas, geográficas! Lá estava 1979; sha caindo, todos os conflitos étnicos do mundo e eu... nascendo! Eu, os carneiros astrais e a República Islamica do Irã! Lanço-me pelo espaço social e físico, nada contém o dragão; trago tudo pela garganta, e não cuspo. Um dia vai-me em fogo pela boca, a cabeça já esquenta. Fun-din-do. De tanto pensar morre uma galinha, explode, e não voa, cisca e gora o ovo. Para o bom pensar é bom um doce: óleo para todas as estruturas, combustível para impulsos cerebrais! Ativar: forma de computador de gelo! Que queimem os dedos pelo toque frio das teclas. Ou que voem, voem; um salto ao menos mais que a mulher do galo. De pensar morre uma galinha, mas também ao passar por cima o fitito clássico maravilhoso. Quando atravessava a rua distraída.
...
Um dia, ali, pelo Irã. MAKTUB! Está escrito. Mas que se atente ao histórico local e às etnografias; o Irã não é um país árabe.
{fotos: Júlio Paiva; montagem minha}
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
à mola
Esse, definitivamente, é o relato de quem não tem segunda-feira, mas também não tem sábado, nem domingo. Está num eterno contínuo descontínuo de uma, digamos, quarta-feira. No meio da mola, no meio do indo, eterno meio da semana, ¡que miércoles! Assim se lança à rua o eufemismo de uma velha expressão. Um respiro permitido. De escape. E de sapatos.
domingo, 5 de outubro de 2008
el amor que se emana, a la luz se hermana
Empero la vida ha traído el tiempo de otras cantigas,
De silencio y repecho
Ahora me toca el dolor y aún más el respeto,
Por los dolores de mis queridos, más grandes
Que el mío que traigo en el pecho
Mis manos los tocan al aire
Al aire, mis sentimientos echo
{a su memoria y aliento. si el cariño tangible a los míos, la distancia se me niega darles, mi abrazo hace forma aquí, aunque el tacto fuera, ahora, inmensurablemente ineludible}
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
vão adentro, vão as pernas
E, então, o anteparo é vão; e o chão, ausente.
domingo, 21 de setembro de 2008
não é uma referência a Augé
[ensaio fotográfico pelo centro de Córdoba, por Júlio Paiva]
à propósito, a primavera (! ) oficialmente, a partir de hoje - 21 de Setembro - está autorizado o uso de bermudas e estampas; a condição climática não mudou de um dia a outro, mas, ao que parece, a permissão social é o que manifesta a estação. Filha da dualidade climática -sol e chuva - não tenho autoridade primaveral, mas reparar é a atividade a que - cientificamente - me dedico no momento.
domingo, 14 de setembro de 2008
la consigna es ir
II ato
o rosto é posto para a expressão; o posto é um gosto adormecido e resguardado, duas vezes justificado. o posto é ponte e ponto ou tres pontos de deriva.
III ato o rosto é posto para a atuação; o posto é o próprio rosto. postarás e portarás. perfume e gentilezas - get pernas enquanto as cruza sob a mesa.
[fotos Júlio Paiva - estudo acadêmico, para Spilimbergo]